Pacientes com queixa de diarreia e vômito lotam emergência em Iguatu

Com a chegada das chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais – surto de diarreia, vômito, febre, dor de cabeça, dores musculares – que tem acometido um número crescente de moradores no Interior e na Capital. As emergências dos hospitais, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os postos de saúde diariamente estão lotadas de pacientes com queixas semelhantes.

Com a chegada das chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais – surto de diarreia, vômito, febre, dor de cabeça, dores musculares – que tem acometido um número crescente de moradores no Interior e na Capital. As emergências dos hospitais, de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os postos de saúde diariamente estão lotadas de pacientes com queixas semelhantes.

Todos os anos, nessa época, o problema se repete. Com as chuvas, os poços transbordam, o nível do lençol freático sobe e há a proliferação de moscas, que pousam no ambiente contaminado, disseminando o agente etiológico.

Como suspeita-se que o principal vetor do surto é a mosca, que proliferou muito nas duas últimas semanas, popularmente, o quadro de náuseas, diarreia e febre passou a ser denominado “virose da mosca”. Entretanto, o agente pode ser vírus ou bactéria.

Demanda dobrou 

O número de pacientes que procuram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a emergência do Hospital Regional na cidade de Iguatu com queixa de diarreia, vômito e dor no corpo dobrou neste mês em relação a dezembro passado.

Muitos denominam o problema popularmente como sendo a ‘virose da mosca’, o vetor que aumentou bastante nesse período de chuvas e transmitiria micro-organismos, germes responsáveis por causar vômito e diarreia.

A enfermeira da UPA em Iguatu, Luana Soares, disse que em média no plantão de 12 horas o atendimento é de 70 pacientes, mas neste mês chega a 140/150. “A maioria apresenta queixa de vômito, diarreia, alguns têm quadro de febre alta e dor no corpo”, disse. “Há pacientes de todas as faixas etárias”.

Na emergência do Hospital Regional de Iguatu a movimentação é intensa e o número de pacientes com os sintomas básicos cresceu pelo menos 70%, segundo o serviço de enfermagem da unidade.

A aposentada, Lúcia Souza, disse que ela e a filha, Letícia, comerciária, estão com dor de barriga desde sábado passado. “Começou com um enjoo e tive que tomar dois tubos de soro”, contou ao sair da UPA.

“É um problema sazonal, que ocorre nessa época do ano”, disse a enfermeira, Cláudia Oliveira. “As pessoas precisam ter cuidado com exposição dos alimentos, higiene das mãos e evitar que moscas posem sobre a comida”.

Do DN Centro Sul